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Endemias recolhe grande quantidade de lixo eletrônico em Ibiporã

10/08/2017 11:50

Mais de 100 componentes eletrônicos foram retirados do meio ambiente em um único dia em ação realizada pelos agentes de endemias em alguns bairros do município

Bruno T. Silva/NCS/PMI

Parte do lixo eletrônico recolhido na cidade

 

Devido à grande quantidade de lixo eletrônico (televisores, monitores de computador, DVDs, eletroeletrônicos) e aparelhos da chamada "linha branca" (fogões, geladeiras, micro-ondas) descartados irregularmente em terrenos baldios e fundos de vale, a Prefeitura Municipal de Ibiporã, por meio do Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, realizou, na semana passada, coleta deste tipo de resíduo em alguns bairros do município.

 

A ação foi realizada por quatro agentes de combate a endemias e ocorreu na última sexta-feira (04) nos Jardins Santa Paula e San Rafael, Terra Bonita e parte da Vila Romana. Segundo o coordenador de Endemias, Aldemar Galassi, mais de 100 componentes eletrônicos foram retirados do meio ambiente. O material foi encaminhado a Central de Tratamento de Resíduos (CTR) do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), que dará a destinação correta.

 

Conforme Galassi, a preocupação de recolher o lixo eletrônico deve-se à possibilidade de se tornar foco do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. "É inverno e estamos vivendo um longo período de estiagem, condições desfavoráveis para a reprodução do mosquito. Contudo, logo chegam as chuvas e o calor, combinação ideal para a sua proliferação. Assim como é necessário eliminar água parada dos recipientes nos quintais, é preciso cuidado com o descarte dos resíduos de equipamentos eletro eletrônicos", orienta o chefe do Setor de Endemias.

 

Além de se tornarem focos de dengue, os lixos eletrônicos, quando descartados incorretamente, podem gerar sérios riscos ao meio ambiente devido ao uso de metais pesados altamente tóxicos na composição destes equipamentos, tais como mercúrio, lítio, cádmio. Quando o descarte incorreto ocorre, tais materiais são enterrados junto dos equipamentos, sendo então absorvidos pelos solos com os quais tiveram contato, contaminando, posteriormente, os lençóis freáticos. Outro método incorreto (e comumente feito) é o da queimada dos materiais, liberando toxinas extremamente perigosas no ar. Além destes fatores expostos (que afetam a humanidade de forma direta) ainda encontra-se em risco o trabalhador responsável pelo descarte irregular, visto seu contato direto com tais fumaças tóxicas ou até mesmo pelo consumo de água próximo a regiões de descarte (quando enterrados), podendo causar graves danos à saúde.

 

De acordo com Galassi, a ação foi realizada em caráter experimental onde foi encontrada maior quantidade de lixo eletrônico. "Como recolhemos uma grande quantidade de resíduos vamos nos organizar para promover esta brevemente em mais bairros da cidade", anunciou.

 

Destinação correta

 

O Samae faz o recolhimento e dá a destinação correta ao lixo eletrônico. O munícipe pode ir pessoalmente até a sede do Samae (Av. Santos Dumont, 565, Centro), ou ligar no 3258-8195 para solicitar o recolhimento em sua residência. Conforme o diretor de Limpeza Pública, Edivaldo de Paula, a autarquia está com um edital de chamamento público em aberto para credenciar empresas interessadas em fazer o trabalho de coleta e destinação do lixo eletrônico no município.

 

Ibiporã possui uma parceria com a ONG E-Lixo, de Londrina, para realização de eventos de coleta de resíduos eletro eletrônicos. O próximo será em setembro, na Praça Pio XII.

 

 

de Caroline Vicentini - Núcleo de Comunicação Social/PMI

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