14/02/2020 10:16

Biblioteca Pública, Cine Teatro e Casa de Artes estão em reforma

Prédios administrados pela Secretaria de Cultura e Turismo passam por adequações com o objetivo de melhor atender a comunidade e preservar esses espaços culturais

Prédio está interditado desde 2009 devido a problemas na construção

Fotos Crédito: Divulgação/SMCT

Fonte: Cecília Vogmann / Jaime Kaster – SMCT /PMI

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ibiporã começou o ano com obras em três prédios que administra, com o objetivo de melhor atender a comunidade e preservar esses espaços culturais. Desde janeiro está em reforma a Casa de Artes Ofícios Paulo VI, local onde viveu e trabalhou por quase 50 anos o artista plástico Henrique de Aragão (1931-2015).


Também está em reforma o prédio da Biblioteca Pública, na esquina das Ruas Primeiro de Maio e José Bonifácio, que estava interditado desde 2009, devido a problemas na construção resultantes de uma tempestade que causou sérios prejuízos a Ibiporã. O terceiro local que receberá adequações é o Cine Teatro Padre José Zanelli, para atender recomendações técnicas de segurança.


Sobre a Casa de Artes, ela é uma edificação pública que foi cedida em 1966 a Henrique de Aragão para ali realizar oficinas e cursos de arte e enquanto ele esteve vivo e ali morou, toda a responsabilidade sobre o espaço era do artista. Com a morte de Henrique, em agosto de 2015, foi criada uma comissão que, em conjunto com a família do artista, decidiu pela doação do imóvel da Casa de Artes para o Município, o que foi chancelado por uma decisão da Justiça local, no ano seguinte.


“Com isso, todo o acervo da Casa de Artes, que conta com obras do Henrique e de obras de outros artistas, ferramentas, utensílios e seus objetos pessoais, tudo isso foi doado para a Fundação Cultural de Ibiporã. Com isso, hoje temos a possibilidade de cuidar da edificação utilizando recurso público e colocarmos funcionários públicos ou terceirizados através de processo público, porque hoje ela é um espaço municipal”, informa o presidente da Fundação Cultural e secretário municipal de Cultura e Turismo, Agnaldo Adélio.


“Quando assumimos a Secretaria de Cultura, já tinha sido feita uma reforma prévia do espaço, para que a Casa de Artes pudesse ser utilizada, mas carecia de uma reforma mais detalhada, com substituição da parte elétrica, de madeiras apodrecidas, calhas, adequação do ateliê do artista e outras coisas”, acrescenta o secretário. “Solicitamos então à Secretaria de Planejamento da Prefeitura um projeto de adequação com características novas para a edificação, mas sempre respeitando a arquitetura do edifício, sem realizar intervenções significativas que pudessem descaracterizá-lo, como a cor, os espaços, ambientes, porque é um edifício histórico, precisamos preservá-lo do jeito que é”, enfatiza.


O QUE ESTÁ SENDO FEITO


O projeto foi então concluído e a obra foi iniciada, com um valor de R$ 386 mil. “Vamos restaurar o espaço para termos mais condições de salvarmos obras e objetos que estão no prédio e também aproveitarmos e espaço de modo mais efetivo para que possamos ter aulas. Nós não tínhamos salas especificamente definidas. Hoje, com base no projeto de execução, haverá uma sala voltada para escultura e outra para desenho, fora a melhoria nos banheiros, a restauração do teatro de arena para que possamos levar mais espetáculos ao local e oferecer mais segurança aos artistas, pois o piso estava em mau estado”, informa.


Tudo isso está sendo contemplado na reforma da Casa de Artes Ofícios Paulo VI, que em breve será reaberta à visitação. Até lá a comunidade será mantida informada sobre o andamento da reforma nos canais de comunicação da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (http://culturaeturismo.ibipora.pr.gov.br/ e https://www.facebook.com/fundacaoculturaldeibipora/).

 

Biblioteca Pública

 

Também está em obras desde janeiro deste ano o prédio da Biblioteca Pública Municipal de Ibiporã, localizado na Rua Primeiro de Maio, esquina com Rua José Bonifácio, que estava interditado desde 2009, devido a problemas na construção, resultantes de uma tempestade que causou sérios prejuízos a Ibiporã.


“Na oportunidade, extravasaram as calhas, que não suportaram o volume de água, que acabou entrando na edificação, molhando livros, equipamentos e, de certa forma, comprometeu todo o acervo e a estrutura da edificação”, relata o secretário de Cultura e Turismo de Ibiporã, Agnaldo Adélio.


Na época, segundo ele, a administração municipal responsabilizou os envolvidos na obra, como a construtora que executou a obra, e não se eximiu da responsabilidade que também tinha a Prefeitura. Porém, isso gerou um processo judicial e a biblioteca acabou interditada.


“Optou-se então, naquela gestão, por locar um espaço (na Rua 19 de Dezembro, 1085) e transferir para lá a biblioteca até que a situação judicial fosse resolvida. Mas isso se arrastou por anos e somente em 2017 a Prefeitura solicitou ao Ministério Público uma oportunidade de negociação. Tivemos várias reuniões com esse objetivo e houve um momento que foi fechado um acordo”, disse Agnaldo. Tal processo teve a participação das Secretarias Municipais de Cultura, de Obras, o Gabinete do Prefeito e a Procuradoria Geral do Município,


“O construtor, as pessoas que faziam parte da Prefeitura na época, da Secretaria de Cultura, o ex-prefeito na época da construção, todos firmaram um acordo mediado pelo Ministério Público, para que a biblioteca voltasse a funcionar nas suas condições de base”, informa Agnaldo Adélio.


A obra foi então iniciada e hoje está em fase de conclusão. Em breve será reaberta a biblioteca no novo endereço, livrando a Prefeitura de pagar o aluguel no espaço provisório (na Rua 19 de Dezembro). “E quando for finalizada, traremos toda a estrutura da biblioteca aqui para este espaço, que é mais central e fica junto ao Complexo Cultural, ao Museu, ao Cine Teatro e à Casa de Artes, fazendo a gestão de todos esses equipamentos públicos”, finalizou o secretário de Cultura.


A comunidade será informada sobre o andamento da reforma e a previsão de inauguração da biblioteca nos canais de comunicação da Prefeitura (https://www.ibipora.pr.gov.br/) e da Secretaria de Cultura e Turismo (http://culturaeturismo.ibipora.pr.gov.br/ e https://www.facebook.com/fundacaoculturaldeibipora/)

 

Adequação de espaços do Cine Teatro para atender a normas

 

A adequação do espaço do Cine Teatro Padre José Zanelli é outra obra que está sendo executada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, para que o espaço seja dotado de toda a estrutura exigida pelas novas legistações.


É um processo que se iniciou em 2016, prosseguiu em 2017, com a aprovação do projeto de combate ao incêndio, que são adequações necessárias para a adequação deste equipamento público como um todo, seguindo as normas do Corpo de Bombeiros.


“Quando assumimos a Secretaria de Cultura, em 2017, observamos também algumas necessidades de adequação em relação à acessibilidade, ações que temos que atender da NBR 90-50, que trata de pessoas com deficiência: como rampas, corrimões com duas alturas, parapeitos adequados, plataforma elevatória no palco, sinalização para pessoas com baixa visão, banheiros adaptados, uma série de medidas que precisamos fazer no edifício, para que possa ter acessibilidade plena ou no mínimo razoável”, comentou o secretário municipal Agnaldo Adélio.


Com base nas duas demandas, foi aberta uma licitação específica, incluindo algumas adequações do edifício, como pintura e lixamento do palco, que são obras de manutenção, “e aliamos a este objetivo de atendermos às duas demandas necessárias: atender à legislação dos bombeiros e também a de acessibilidade ao teatro”, informou.


Agnaldo explica que o Cine Teatro é uma construção já de 30 anos, inaugurado em 1988, que carece de manutenção constante e adequação. “Não é que a estrutura ou a parte de combate ao incêndio estejam erradas. Elas estão desatualizadas. Por exemplo: não temos detector de fumaça. Na época isso não se exigia nas edificações, mas tem hidrante compatível com o edifício que naquela época já se exigia; então tudo vai ser alinhado, trabalhado, construído, edificado e ficará para a posteridade”, comentou o secretário de Cultura do Município.